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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Hoje Não...

Não … Hoje não… Deixai-me…
Deixai-me…demónios de estimação… deixai-me estar…

Hoje não tenho energia para vos repelir, não seria adversário competente…
Ou minimamente decente…
Hoje não vos daria qualquer contento na peleja… vá… ide-vos
Ao primeiro assalto, mais rude ou mais ténue, é indiferente…
O mais certo seria que vos engolisse de um só trago…

Algo se apagou, hoje, em mim…
Estou sem energia, motivação, ou empenho para vos espantar…
Hoje desnorteou-se algo vital para a minha existência…
Hoje… desiludi-me com um amigo…

domingo, 18 de abril de 2010

Funje

Um calduço, c´os diabos, dai-me de um “faz-te á vida”, algo assim…
Mas… que não seja muito…ruim
Óh fado… dai-me uma estalada… um cascudo… uma arrochada…
Algo…Qualquer coisa…
Tudo…
Menos…
Este…
Nada!



Talvez seja audaz este querer… mas… e que tal um milagre?
Desses esquecidos no fundo do saco…
Desses que, aparentemente, mormente aos outros estão destinados…vá lá…

Ai ai ai… lá estou eu novamente enterrada até ao pescoço em funje… sim, o funje tem a consistência, o odor e o sabor que hoje caracterizam a minha ampastelada existência… quem já comeu funje percebe a metáfora.
Funje, sem molho, é uma coisa deslavada, sem-saborona e, pior que tudo, é…indegestamente pesada… carambas…