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sexta-feira, 7 de maio de 2010


Dei-me conta que nada é tão mau ou tão bom como nos parece aquando as primeiras ruminações sobre o que quer que seja...

Hummmm...... estarei a ficar velha ou apenas a anestesiar temporariamente o complicador....?

domingo, 18 de abril de 2010

(Di)Agnóstico


Já se me passou a mosca e como sou nova nas lides bloggistas, andei a "varejeirar" alguns blogs que por aí pupulam.
Confesso que fiquei algo "flabbergasted" com o que encontrei...é um admirável mundo novo caraças.

É que ele há de tudo...

Mais do que com o ímpeto "predatório" (económicamente, e não só), fiquei particularmente intrigada com o movimento "pregatório" na blogosfera, ....Ena! Tanta gente tão convicta, tão aguerridamente sôfrega nas suas convicções, verdadeiros bombons de napalm na liberdade de expressão! Anónimos (o que respeito claro está, a hipocrisia não é propriamente o meu forte).


Que espalhem a palavra de Deus (escrita pela mão do homem, logo, falível, digo eu) nos seus espaços (de culto, públicos, internéticos ou nem por isso) é pacífico, mas, darem-se ao fado de (per)seguir blogues para comentarem, ultrajados, as opiniões alheias... mesmo que, pelo que li, algo sarcásticas/mordazes (pronto, está bem, desrespeitosas)... soa-me a algo tangente com o patológico.

Não se maçem pá! Certamente Deus já vos reservou um lugarzinho no céu (desde que, antes de partir se arrependam dos vossos pecados, em acto e pensamento, obviamente).

Não vos parece muito mais oportuno e produtivo pregarem o amor, a paz, a humildade, a fraternidade - o que é feito do "dar a outra face", minha gente? - e afins valores francamente mais interessantes, do que vociferarem, qual justiceiros divinos por decreto, que os outros são uma cambada de blasfemos e que vão arder nos infernos?

Em vez de julgarem (em busca do conflito e da redenção, qual Torquemadas afoitos), tenham juizo e poupem-se... Não gostam? É simples, não leiam! É bem melhor para a vossa e para a saúde mental de toda a gente...
Agora a sério meus bravos, ter fé (seja em que Deus for) pode ser, na minha opinião, muito salutar!
Não sei se move montanhas, mas que liberta endorfinas, lá isso liberta. Faço porém uma ressalva, quando digo ter fé, é no sentido do conforto, do se sentirem acompanhados e olharem para o futuro com alento, não é serem esmagados pelo jugo da cousa pecaminosa que acarreta culpabilidade e medo (isso é uma merda, liberta cortisol e dá direito às mais variadas doenças psicossomáticas).

Medo...


O medo mais tolerável e até terapêutico para um veradadeiro fóbico é... o medo que os outros sentem, :o)

Não há coisa mais ternurenta do que observar um fóbico a tentar securizar um terrificado.

Os empanicados passam a vida a tentar gerir o medo que têm das doenças, dos acidentes, do ridículo social, dos outros, no fundo... da morte. O que não deixa se ser paradoxal, estilo: "para não morrer...matou-se!". Mas nós somos assim mesmo... bichos paradoxais.


É claro que tenho os meus medos de estimação, daqueles banalíssimos, como... o medo da mudança hehehehe (no fundo, é o que a maioria de nós mais quer, teme, anseia, e a que mais resiste...enfim...)
Nada incapacitante... nada sintomático... aliás, suspeito até que tenho laivos de potencial suicída, muuuuuuito latentes, não porque me queira matar, sou demasiado curiosa para isso (e a morte também me intriga, mas é a única coisa certa na vida portanto, até lá....) mas porque aparentemente "não tenho medo de nada"....mmmmm.... ou talvez tenha o maior de todos os medos... o medo de ter medo ;o)

sábado, 17 de abril de 2010

Génios e/ou Loucos?


Dra. Albertina Cebolas
Médica e Psicóloga Clínica
Terapias Complementares Alternativas: Acupuntura, Reflexologia do Pé, Shiatsu, Psico e Hipnoterapia; Leitura e cura de Chakras e Aura; Tai Chi e Chi Kung.

...Génios ou Loucos ???
Quando as fronteiras entre a ciência e a espiritualidade se dissolvem...

Quando Ocidente e Oriente se encontram sob o signo do Ψ, uma, outra vez e cada vez mais, nos livros, revistas, televisão e... afins,...Épá... pelas barbas do profeta! Torna-se incontornável questionarmo-nos, mesmo que apenas como pessoas interessadas em tudo o que envolve a cultura e a mente humana... bolas... não estou a falar em censura desbragada, porra.

Será que, de facto, está na altura de também a ciência psicológica ocidental se escancarar e abraçar esse rico e vasto campo das medicinas alternativas que forçosamente se relaciona com a espiritualidade? Ou deveremos continuar a manter-nos cegos, surdos e silenciosos em relação a esta onda de eventuais “crendices” com comprovadas manifestações neurofisiológicas que se manifestam na alteração de costumes, consciências, comportamentos e opiniões?

Não me parece uma questão lá muito fácil de responder, até porque neste campo muitos dos profissionais têm perspectivas e sentires paradoxais dentro dos seus próprios aparelhos mentais (afinal é gente que vive, pensa, sente e sonha como o comum dos mortais).

O profissional, cientista céptico, experimental que, por um lado foge de abordar racionalmente o tema por falta de evidências empíricas ou quiçá por cobardia do dedo acusador da classe, convive com o ser simbólico, espiritual que, quem sabe, reza antes de dormir ou deita uma espreitadela ao horóscopo ou, entre amigos, manuseia o tarot, partilhando e ouvindo experiências do paranormal.

Será apenas uma questão de ser assumida publicamente a humanidade e expor esse lado pessoal de curiosidade e eventual “fé”, transformando-os nuns seres hipócritas e desonestos, quando não ousam revela-lo? Ou, pelo contrário, a bem da ciência, de forma prudente, defendendo uma escola, deverão manter o que é pessoal e espiritual, pessoal, (afinal é isso que lhes é exigido em consulta) mesmo que sinceramente achem que a viagem astral ou uma regressão às vidas passadas fizesse maravilhas ao paciente?

Na minha modesta opinião, convém antes de mais nada pensar-se o que é que, afinal, um paciente vai fazer a uma consulta. Quais são as expectativas de um paciente, ou do público em geral, em relação a um psicólogo clínico – psicoterapeuta?

Espera, acho eu, encontrar um profissional de desenvolvimento, comportamento humano e saúde mental, com uma aparência agradável, que o acolha, com quem estabeleça uma relação empática, que o compreenda, o escute e que com ele construa um percurso, que o acompanhe numa jornada de conhecimento e crescimento interior, por vezes atribulada, não isenta de sofrimento mas a querer-se em última instância reparadora a promotora do bem estar e coesão interna... ou não?

Independentemente do modelo, suporte teórico e técnico, da teoria de desenvolvimento, ou dos meios e quadros de diagnóstico, acima de tudo, não me parece que quem vá a uma consulta de psicoterapia deseje uma mezinha, uma leitura da aura, (mesmo que o Psi., eventualmente, o consiga fazer). Se quisesse “ir à bruxa” ou “reequilibrar os chackras”, ter-se-ia dirigido a um outro sítio... ou não?

Quando, no umbral da porta se encontra uma placa com Dr.X Psicólogo Clínico - Psicoterapeuta, faz-me sentido que é, de facto, um psicoterapeuta, daqueles, "científicos", que quem sofre procura.

Mas não sei... sei lá...
Afinal, tal como diz o povo; “De Génio e de Louco, todos temos um pouco”

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Auto-estima


“ (…) avaliação subjectiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).”




Estima: Apreciação favorável de uma pessoa ou de uma coisa;amizade, apreço, afeição. Consideração. Estimação, avaliação.




Um destes dias dei-me conta que essa coisa da “baixa” auto-estima, a des-estima ou auto-desprezo - porque não? – tem vindo a assumir proporções pandémicas nos últimos tempos... bizarria?


Não há quem não alegue ter uma baixa auto-estima e os que dizem não a ter, possuem, na sua maioria, os vulgarmente conhecidos “mecanismos narcísicos” de defesa (…o que, em rigor, não passa de baixa auto-estima encapsulada numa tosca camada de distorções compensatórias).





Curiosamente, apesar de se apregoar aos sete ventos essa coisa bonita que suposta ou idealmente move o mundo e tudo conquista –isso, o amor - Tornou-se quase do senso comum (de forma latente ou assumida), arrisco afirmar, que isso do amor não passará de uma constelação de transacções biopsicológicas, relacionais, de cariz intra ou interobjectal (no sentido das pessoas e/ou das coisas). Quando esta coisa atinge o expoente máximo, tende a desembocar nas típicas borboletas no estômago – paixão/mania- ou, na azeda figadeira – despezo/depressão…





E… bem vistas as coisas… como não? Cada vez mais aprendemos e ensinamos a alquímica arte de amar através da valorização pelo que se "Dá" e não pela afeição ao que se "É" ….e assim nos vamos dicotomizando entre “os que dão/cuidam” e os que “recebem/são cuidados”. Tudo isto não deixa de ser preocupante para ambas partes (acho eu) dado que os dão, não sabem receber e os que recebem, não sabem dar… belo cenário este…





Crescer sendo amado/estimado pelo que se “Dá” e não pelo que “É”… dá nisto… azia, porque se fica dependente da dádiva do receptor (esse mesmo, o tal que não sabe dar) para preencher o vazio emocional. Se, por ventura, se estiver em relação com um “dador”, desgraçadamente, a coisa também raramente resulta, porque se cai da rotunda do “dou Eu - não - Eu dou” e ninguém se leva a sério….



mmm....Haverá esperança?

Bom, pode ser que um destes dias mude de opinião...