sábado, 17 de abril de 2010

Génios e/ou Loucos?


Dra. Albertina Cebolas
Médica e Psicóloga Clínica
Terapias Complementares Alternativas: Acupuntura, Reflexologia do Pé, Shiatsu, Psico e Hipnoterapia; Leitura e cura de Chakras e Aura; Tai Chi e Chi Kung.

...Génios ou Loucos ???
Quando as fronteiras entre a ciência e a espiritualidade se dissolvem...

Quando Ocidente e Oriente se encontram sob o signo do Ψ, uma, outra vez e cada vez mais, nos livros, revistas, televisão e... afins,...Épá... pelas barbas do profeta! Torna-se incontornável questionarmo-nos, mesmo que apenas como pessoas interessadas em tudo o que envolve a cultura e a mente humana... bolas... não estou a falar em censura desbragada, porra.

Será que, de facto, está na altura de também a ciência psicológica ocidental se escancarar e abraçar esse rico e vasto campo das medicinas alternativas que forçosamente se relaciona com a espiritualidade? Ou deveremos continuar a manter-nos cegos, surdos e silenciosos em relação a esta onda de eventuais “crendices” com comprovadas manifestações neurofisiológicas que se manifestam na alteração de costumes, consciências, comportamentos e opiniões?

Não me parece uma questão lá muito fácil de responder, até porque neste campo muitos dos profissionais têm perspectivas e sentires paradoxais dentro dos seus próprios aparelhos mentais (afinal é gente que vive, pensa, sente e sonha como o comum dos mortais).

O profissional, cientista céptico, experimental que, por um lado foge de abordar racionalmente o tema por falta de evidências empíricas ou quiçá por cobardia do dedo acusador da classe, convive com o ser simbólico, espiritual que, quem sabe, reza antes de dormir ou deita uma espreitadela ao horóscopo ou, entre amigos, manuseia o tarot, partilhando e ouvindo experiências do paranormal.

Será apenas uma questão de ser assumida publicamente a humanidade e expor esse lado pessoal de curiosidade e eventual “fé”, transformando-os nuns seres hipócritas e desonestos, quando não ousam revela-lo? Ou, pelo contrário, a bem da ciência, de forma prudente, defendendo uma escola, deverão manter o que é pessoal e espiritual, pessoal, (afinal é isso que lhes é exigido em consulta) mesmo que sinceramente achem que a viagem astral ou uma regressão às vidas passadas fizesse maravilhas ao paciente?

Na minha modesta opinião, convém antes de mais nada pensar-se o que é que, afinal, um paciente vai fazer a uma consulta. Quais são as expectativas de um paciente, ou do público em geral, em relação a um psicólogo clínico – psicoterapeuta?

Espera, acho eu, encontrar um profissional de desenvolvimento, comportamento humano e saúde mental, com uma aparência agradável, que o acolha, com quem estabeleça uma relação empática, que o compreenda, o escute e que com ele construa um percurso, que o acompanhe numa jornada de conhecimento e crescimento interior, por vezes atribulada, não isenta de sofrimento mas a querer-se em última instância reparadora a promotora do bem estar e coesão interna... ou não?

Independentemente do modelo, suporte teórico e técnico, da teoria de desenvolvimento, ou dos meios e quadros de diagnóstico, acima de tudo, não me parece que quem vá a uma consulta de psicoterapia deseje uma mezinha, uma leitura da aura, (mesmo que o Psi., eventualmente, o consiga fazer). Se quisesse “ir à bruxa” ou “reequilibrar os chackras”, ter-se-ia dirigido a um outro sítio... ou não?

Quando, no umbral da porta se encontra uma placa com Dr.X Psicólogo Clínico - Psicoterapeuta, faz-me sentido que é, de facto, um psicoterapeuta, daqueles, "científicos", que quem sofre procura.

Mas não sei... sei lá...
Afinal, tal como diz o povo; “De Génio e de Louco, todos temos um pouco”

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