domingo, 18 de abril de 2010

(Di)Agnóstico


Já se me passou a mosca e como sou nova nas lides bloggistas, andei a "varejeirar" alguns blogs que por aí pupulam.
Confesso que fiquei algo "flabbergasted" com o que encontrei...é um admirável mundo novo caraças.

É que ele há de tudo...

Mais do que com o ímpeto "predatório" (económicamente, e não só), fiquei particularmente intrigada com o movimento "pregatório" na blogosfera, ....Ena! Tanta gente tão convicta, tão aguerridamente sôfrega nas suas convicções, verdadeiros bombons de napalm na liberdade de expressão! Anónimos (o que respeito claro está, a hipocrisia não é propriamente o meu forte).


Que espalhem a palavra de Deus (escrita pela mão do homem, logo, falível, digo eu) nos seus espaços (de culto, públicos, internéticos ou nem por isso) é pacífico, mas, darem-se ao fado de (per)seguir blogues para comentarem, ultrajados, as opiniões alheias... mesmo que, pelo que li, algo sarcásticas/mordazes (pronto, está bem, desrespeitosas)... soa-me a algo tangente com o patológico.

Não se maçem pá! Certamente Deus já vos reservou um lugarzinho no céu (desde que, antes de partir se arrependam dos vossos pecados, em acto e pensamento, obviamente).

Não vos parece muito mais oportuno e produtivo pregarem o amor, a paz, a humildade, a fraternidade - o que é feito do "dar a outra face", minha gente? - e afins valores francamente mais interessantes, do que vociferarem, qual justiceiros divinos por decreto, que os outros são uma cambada de blasfemos e que vão arder nos infernos?

Em vez de julgarem (em busca do conflito e da redenção, qual Torquemadas afoitos), tenham juizo e poupem-se... Não gostam? É simples, não leiam! É bem melhor para a vossa e para a saúde mental de toda a gente...
Agora a sério meus bravos, ter fé (seja em que Deus for) pode ser, na minha opinião, muito salutar!
Não sei se move montanhas, mas que liberta endorfinas, lá isso liberta. Faço porém uma ressalva, quando digo ter fé, é no sentido do conforto, do se sentirem acompanhados e olharem para o futuro com alento, não é serem esmagados pelo jugo da cousa pecaminosa que acarreta culpabilidade e medo (isso é uma merda, liberta cortisol e dá direito às mais variadas doenças psicossomáticas).

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