quinta-feira, 15 de abril de 2010

Auto-estima


“ (…) avaliação subjectiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau (Sedikides & Gregg, 2003).”




Estima: Apreciação favorável de uma pessoa ou de uma coisa;amizade, apreço, afeição. Consideração. Estimação, avaliação.




Um destes dias dei-me conta que essa coisa da “baixa” auto-estima, a des-estima ou auto-desprezo - porque não? – tem vindo a assumir proporções pandémicas nos últimos tempos... bizarria?


Não há quem não alegue ter uma baixa auto-estima e os que dizem não a ter, possuem, na sua maioria, os vulgarmente conhecidos “mecanismos narcísicos” de defesa (…o que, em rigor, não passa de baixa auto-estima encapsulada numa tosca camada de distorções compensatórias).





Curiosamente, apesar de se apregoar aos sete ventos essa coisa bonita que suposta ou idealmente move o mundo e tudo conquista –isso, o amor - Tornou-se quase do senso comum (de forma latente ou assumida), arrisco afirmar, que isso do amor não passará de uma constelação de transacções biopsicológicas, relacionais, de cariz intra ou interobjectal (no sentido das pessoas e/ou das coisas). Quando esta coisa atinge o expoente máximo, tende a desembocar nas típicas borboletas no estômago – paixão/mania- ou, na azeda figadeira – despezo/depressão…





E… bem vistas as coisas… como não? Cada vez mais aprendemos e ensinamos a alquímica arte de amar através da valorização pelo que se "Dá" e não pela afeição ao que se "É" ….e assim nos vamos dicotomizando entre “os que dão/cuidam” e os que “recebem/são cuidados”. Tudo isto não deixa de ser preocupante para ambas partes (acho eu) dado que os dão, não sabem receber e os que recebem, não sabem dar… belo cenário este…





Crescer sendo amado/estimado pelo que se “Dá” e não pelo que “É”… dá nisto… azia, porque se fica dependente da dádiva do receptor (esse mesmo, o tal que não sabe dar) para preencher o vazio emocional. Se, por ventura, se estiver em relação com um “dador”, desgraçadamente, a coisa também raramente resulta, porque se cai da rotunda do “dou Eu - não - Eu dou” e ninguém se leva a sério….



mmm....Haverá esperança?

Bom, pode ser que um destes dias mude de opinião...

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